Novos ventos, novos tempos

Escrevo porque me apetece as letras. 

As combinações únicas de palavras que se encaixam, como uma dança harmônica que se forma a medida que digito nas teclas do meu teclado. Escrevo porque me encanta a poética, os símbolos, a vida que se cria da união de sentidos. Escrevo porque amo.

E o que amo, eu faço.

Nunca deixarei de fazer o que faz meu coração vibrar – aquilo que faz meus olhos se encherem de lágrimas e meu peito bater mais forte. Eu sei: é por isso que nasci.

Nasci para poder realizar o que me faz bem, o que eu sinto no meu âmago como sendo minha missão nesse Planeta Azul chamado Terra. Nasci para poder compartilhar com outros o que pulsa no meu coração, aquilo o que minhas mãos anseiam por realizar, a veracidade do meu olhar que diz tanto sobre o que sinto.

Nasci para poder viver, e vivo porque Nasci um dia, e todos os dias.

Tenho a oportunidade de tornar minha vida um projeto concreto, um conjunto de escolhas que resultam na minha evolução pessoal, na evolução do Ser Humano como espécie, e na evolução da minha casa que se chama TERRA. Tenho a chance única de ser útil, de ser real, de SER!

Afinal…

Viver é incrível.

Essa experiência tão singular… Tão cheia de momentos, histórias, vidas dentro de vidas…

E cada dia mais vou entrando em mim e descobrindo que não há nada a ser feito além do que já é, e assim vou me abrindo e me permitindo continuar sendo quem eu sou.

Por amor, eu vou fluindo.

Na verdade, eu vou sendo.

Em comunhão, amando.

Na confiança, olho o amanhã.

E com esperança, espero.

Não temo mais, afinal a vida nunca me desapontou. Foram sempre presentes atrás de presentes, e a gratidão sempre floresceu em mim a medida que observava o Sol aparecer depois de uma longa noite escura.

As longas noites sempre vem. Mas elas sempre vão… a medida que os raios de Sol surgem e rompem em meio as trevas. Esse saber me tranquiliza e me traz a paz de confiar. A paz de passar pelos dias difíceis sabendo que amanhã é um novo dia, e novos dias sempre trazem novas energias.

VOU VIVENDO.

E decidindo acordar, sempre acordar.

Desperto pra o que eu amo, pra aqueles que eu amo e quero perto: quem me faz bem, quem desperta o melhor de mim. E vou aceitando que essas pessoas que despertam o melhor de mim, também despertam o que está adormecido no meu interior. Aceito. Acolho. Toda a chuva precisa cair para se fazer um dia mais claro e crescer o verde da terra. As nuvens cinzas sempre passam!

Observo com amor e carinho o que vai surgindo, para assim amadurecer e me encontrar mais em mim mesma.

AMADURECER. AMADURECENDO. ASSIM, VOU SENDO – AMADURECIDA.

Hoje eu sei:

Nasci para AMAR!

e me liberto da prisão a qual me acorrenta ao que não existe,

me conecto com o que existe,

o Real eu sei: eu vivo ele, eu sou ele, e tudo é ele.

Só há o que é real, o que não é…

Se dissipa…

Não tem forças…

Se vai com o vento.

Confio. Aceito. Agradeço.

Viver é o presente que recebo todos os dias quando abro os olhos, e todos os dias quando os fecho para ir dormir, eu sei. Eu sei que apesar de tudo, eu continuarei sendo. 

O amor me preenche. E preenchida, transbordo.

E que em amor eu possa transbordar sempre.

 

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