O Mundo que eu vejo.

08/01/2018 – Maringá

A gripe me assolou ontem e hoje, após viajar e me deparar com a mudança de clima aliada a minha baixa imunidade. Porém, ela não é capaz de tirar o sentimento de paz do peito. Essa liberdade, que tanto falam, eu sei: está e é intrínseca a mim. O vento não é capaz de levá-la, a chuva tampouco. As nuvens vem e vão, e eu sou o céu. Sei disso como quem sabe que nasce e morre.

Fico tranquila com a vida que sigo e segue-se, naturalmente, como um rio fluindo em direção ao oceano.

Acredito na minha missão, acreditando já estar vivendo-a, por mais que as vezes ache que não estou no ”caminho certo”. Encontro esse ”caminho certo” a cada passo. Me entrego ao que pode ser, deixo ir o que já foi. Aceito o que é! Aprendo, a cada instante, a ver a vida e aprecia-la da forma como se apresenta a mim.

Penso na frase: Tempo é poesia!

Reflito sobre meu ciclo passado, intenso e bastante transformador. Esse ciclo, igualmente forte, já me traz tantos aprendizados, impossíveis de mensurar. Me permito viver os momentos… Me abro para experienciar o novo e o diferente.

…Relaxo…

Me presenteio com o parar, estar, respirar e Ser! Me dou de presente a tranquilidade do momento presente e do Aqui e Agora.

Perdoo o meu passado… Deixo ir, novamente e um milhão de vezes… Aceito o que vem… Como quem aceita as flores que vem com a Primavera, ou o frio que vem com o Inverno. Cada momento, uma experiência. Cada experiência uma oportunidade para crescer, amadurecer, sustentar e me aproximar de quem eu sou.

Quem somos, o que somos? 

Olho pela janela do Café onde estou, aqui no Maringá Park Shopping. Chove lá fora, enquanto escrevo palavras soltas no meu mini caderninho que acabei de comprar na Livrarias Curitiba. Sorrio porque sei que a chuva vem para molhar, limpar e fazer crescer. Sorrio porque depois da chuva, n’algum momento, o Sol aparece: mais forte, mais presente, mais vivo!

Observo todas as pessoinhas andando pela calçada, com seus guarda-chuvas únicos, protegendo-se nos seus caminhos para o trabalho, casa, banco, escola: vida. Todas essas cabeças são pensantes e todos esses corpos tem uma linguagem própria – penso eu – e cada cérebro, cada corpo, cada mente, cada olho observa, integra, compreende, reage, e age através, para e pela vida de uma forma diferente.

O que nos guia nessa jornada?

Quais os nossos valores primordiais? Esses não devem ser ignorados, mas sim reconhecidos e respeitados, e caso necessário modificados até se enquadrarem com o que somos, quem somos, e quem queremos ser aqui nesse Planeta, dia após dia.

Quais os nossos dons e talentos e como nós os utilizamos de forma saudável e construtiva?

Todo passo é um passo dado em direção ao nosso próprio Ser! O processo de se autoconhecer é eterno e cíclico. Uma roda que sempre gira. Enquanto estivermos vivos, vamos estar sendo constantemente colocados, frente a frente, com nossas limitações, dúvidas, medos, esperanças, desejos. É parte essencial de ser humano – conseguir cavar até achar o baú de tesouros ou simplesmente relembrar-se que estávamos, o tempo todo, sentados em cima dele.

Acredito que seja o nosso dever criarmos a realidade que queremos para nós.

Você cria a sua? 

Reciclar-se, vez ou outra, é necessário. Se abrir para pensar diferente é poder se ver como um ser que sempre muda, e sempre está em constante evolução.

Estamos nos aprimorando, nos ”melhorando”, como espécie, como indivíduo, como mulher, como homem, menina, menino, idoso, e como um grupo que no fim é um só.

Eu acredito nesse mundo – onde seremos capazes de olhar o outro e ver a nós mesmos – esse mundo que em escala global, ainda é uma utopia. Porém dentro de mim, no meu microcosmos pessoal, esse mundo vem se tornando uma realidade palpável, uma realidade viva, uma fagulha de esperança.

Eu vejo esse mundo. E escolho, hoje mais do que ontem, cria-lo e co-cria-lo da melhor forma que eu conseguir, por mais que ainda doa e por mais que eu ainda caia, eu escolho o amor. Eu escolho me unir àqueles que também enxergam e vivem a revolução da consciência, para assim seguirmos… tornando, a cada dia, a realidade mais alegre, mais verdadeira e menos dura.

Peace out.

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