Ando porque preciso

Ando porque me apetece.
pernas que caminham me são e eu as sou a cada passo dado.
por muitas ruas,
avenidas,
trilhas,
caminhos,
eu sigo.

olhos abertos e pés no mundo,
coração pulsante e ouvidos atentos,
alma entregue e a verdade em cada destino.
segui aprendendo, vivendo e reinventando a mim mesma a medida que fui e deixei-me ir.

aprendi sobre esse viver tão solto e livre, mas também aprendi sobre esse viver que se preserva e se reserva.

aprendi sobre o equilíbrio do dar e receber, sobre o escutar e o ser escutado, sobre o amar e se deixar ser amado.

aprendi e sigo aprendendo.

a vida é o palco para experimentar – e a gente vai brincando de ser gente, a cada segundo, nesse aqui e agora tão pertinente para aqueles e aquelas que buscam um sentido e propósito.
Caminho porque preciso, acima de tudo, respirar novos ares.

sigo caminhando porque devo, sem medo, colocar meus pés em novos territórios e explorá-los para assim construir a minha história.

E por último, aprendi a constantemente pausar esse andar para poder refletir e respirar, me permitindo apreciar esse relaxar tão necessário em uma sociedade tão caótica e refém de um desenfreado-fazer.

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